LOCAIS PARA APLICAR INSULINA

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular lança manual de diagnóstico e prevenção ao pé diabético

Fonte: Jornal do Brasil
Cerca de 15% dos diabéticos deverão apresentar úlceras nos pés durante sua vida e entre 14% a 24% desses terão feridas crônicas que evoluirão para amputação, de acordo com estudo da Associação Médica de Podiatria Americana. Cerca de 50% dos que sofreram amputação têm risco de morrer em cinco anos.
Após dois anos de mutirões pelo país para tratar o problema e verificar que os dados no Brasil são similares ou até piores, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular(SBACV) começa a distribuir na quarta-feira, dia 21, o primeiro manual de atenção integral ao pé diabético. Com 40 páginas, os 10 mil exemplares serão distribuídos aos especialistas que trabalham com diabéticos com o objetivo de ajudar no diagnóstico e orientação precoce de problemas nos pés.
Além do livreto, a SBACV reitera junto ao Ministério da Saúde a proposta de implantação de um programa de profilaxia da doença em toda a rede pública, entregue em outubro pessoalmente ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Implantado no Rio de Janeiro entre os anos de 2002 e 2003, o programa reduziu em 50% a amputação de coxa e pernas de pacientes com a doença até 2006. Foram criados centros especializados no tratamento do pé diabético, levando a redução de 90% de internação na rede pública.
“Infelizmente, o programa foi descontinuado e os índices de amputação voltaram ao que eram antes do programa”, conta o coordenador de programas sociais da SBACV e responsável pelo projeto no Rio, Jackson Caiafa. A meta da proposta entregue ao ministro é reduzir 50% das amputações no país em três anos.
De acordo com ele, com uma equipe de atendimento básico treinada para orientar diabéticos e também diagnosticar precocemente feridas que não cicatrizam reduz consideravelmente o número de internações.
“Nosso objetivo é disseminar o conhecimento sobre a doença no atendimento básico de forma a diminuir o número de amputações de membros inferiores pela doença. De forma geral em todo o país, o paciente já chega ao hospital em fase muito avançada da doença, restando apenas como solução a amputação”, explica Caiafa.
Segundo o presidente da SBACV, Guilherme Pitta, um dos problemas principais é o paciente não saber que tem diabetes. “Cerca de 50% dos diabéticos não são diagnosticados, prejudicando assim a prevenção das consequências da doença que engloba, entre outros, o pé diabético, a insuficiência renal com hemodiálise, um risco maior de infarto, e até mesmo a cegueira”, diz Pitta. O pé diabético é uma doença que pode afetar nervos e a circulação sanguínea das pernas. A lesão dos nervos pode causar formigamentos, agulhadas, queimação e até insensibilidade dos pés.
O manual da SBACV explica como prevenir machucados nos pés, os exames necessários para diagnosticar o pé diabético, alerta que os diabéticos podem perder a sensibilidade dos pés e, assim, a atenção ao pé deve ser redobrada, mostra as categorias de risco, sugere um panfleto com dicas de prevenção para ser distribuído à população leiga, entre outros. O material é todo ilustrado com imagens reais e no final há um exercício objetivo para verificar se toda a mensagem foi captada. O PDF do manual está disponível para consulta no site da Sociedade (www.sbacv.com.br).

Custos da doença e números de amputações
Nos últimos dois anos, a SBACV realizou uma série de mutirões no país a fim de conscientizar e também tratar casos avançados. A ação chegou ao Rio de Janeiro (RJ), Itabuna (BA), Arapiraca (AL), Macapá (AP), João Pessoa (PB), Brasília, entre outras cidades. “Nesses eventos, percebemos que é preciso uma intervenção urgente da gestão de saúde pública. O programa de profilaxia vai gerar economia para o governo. Estudos americanos apontam que o custo de uma internação de diabético com úlcera nos membros inferiores varia de U$ 4.775 a US$ 14.881, enquanto que o custo do exame de debridamento de calosidades sai por U$ 200 ao ano”, afirma Caiafa.
Levantamento da regional Rio da SBACV em hospitais municipais mostrou que o número de amputações vem crescendo anualmente. Em 2008 houve 914 amputações, enquanto em 2009, o número subiu para 935 amputações. Observando apenas o mês de janeiro de 2008, 2009 e 2010, para comparação, observou-se respectivamente: 31, 71 e 84 amputações. A amputação pode ser evitada com medidas de acompanhamento da doença. De acordo com dados do Data/SUS de 2005 a 2011, estima-se que o índice de amputações no Brasil seja de 42 mil ao ano.

Entenda o pé diabético:
Principais sintomas
São dores nas pernas, principalmente com exercícios; feridas que não curam; pés inchados, azulados e ressecados; dormência nos pés e insensibilidade, o que pode levar a pessoa a não perceber uma ferida.
Cuidados
  • É preciso examinar diariamente os pés e ter cuidados com bolhas, rachaduras e ressecamentos.
  • Evite colocar os pés de molho, pois eles poderão rachar ou ressecar.
  • Nunca ande descalço, mesmo em casa
  • Não tente remover calos ou verrugas com curiosos e pedicures sem treinamento.
  • Use diariamente uma loção ou creme hidratante nos pés. Retire o excesso e não use cremes entre os dedos.
Diagnóstico
Peça para seu médico examinar seus pés em todas as consultas.
Consequência do problema
A diabetes pode levar a amputação dos pés ou pernas.
12 mandamentos do pé diabético:
  • Não fazer compressas nos pés, nem quente, nem fria, nem gelada;
  • Usar meias sem costuras ou assim com as costuras para fora
  • Não remover as cutículas das unhas dos pés
  • Não usar sandálias com tiras entre os dedos
  • Cortas as unhas retas e acertar os cantos com serra de unha
  • Hidratar bem os pés
  • Nunca andar descalço
  • Olhar sempre as planta dos pés e tratar logo qualquer arranhão ou ferimento.
  • Não usar sapatos apertados ou de bico fino
  • Tratar as calosidades com profissionais de saúde
  • Olhar o interior dos sapatos antes de usá-los
  • Enxugar bem entre os dedos.
Fonte: http://www.parceirodasaude.com.br/?p=10857

domingo, 4 de março de 2012

Material para controlar diabetes em Porto Alegre - RS


Notícia do jornal Zero Hora do dia 29/02/2012

"A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre ampliou a oferta de material aos portadores de diabetes. Agora as pessoas que tem diabetes tipo 2 também podem fazer em casa o monitoramento dos níveis de açúcar no sangue, desde que necessitem de insulina de ação rápida e de ação lenta.

Pacientes que precisam de só um dos tipos de insulina, mas são transplantados ou têm mais de 65 anos também podem solicitar o material.

Cadastre-se:

Apresente ao Núcleo de Expediente da Secretaria Municipal de Saúde (Av. João Pessoa, 325, térreo) o laudo médico com a CID-10, receita médica indicando o tipo de insulina utilizada, dose administrada e horários de aplicação.

Os documentos devem ser emitidos por serviço do SUS ou por serviços conveniados do sistema. É preciso apresentar comprovante de residência e cópias da carteira de identidade e do cartão do SUS."

Ainda não é o ideal, que seria fornecer tiras de teste para todos os diabéticos independente de usarem ou não insulina, mas já é um avanço.

E além disso, desde janeiro deste ano, além das 100 tiras por mês, estão distribuindo 30 seringas B-D e 100 lancetas descartáveis.

Quem sabe o próximo passo pode ser aumentarem o número de tiras...

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

OUVIDORIA do Governo Estadual (SAÚDE): DENUNCIE

Usuários do SUS, atendidos pela administração municipal estão mais uma vez atravessando por problemas graves pela falta de INSULINA na cidade, diante disso, solicito a estes usuários que façam uma denúncia a Ouvidoria do Governo Estadual de PE, através do 0800-286-2828, a ligação é gratuita e pode ser realizada de telefone celular ou residencial. Essas denúncias são a porta de entrada para a melhoria das condições no tratamento da Diabetes.

Para mais esclarecimentos, a ADICA e seu presidente Claudivan Galindo, estamos a disposição através do telefone: 9148-2380.

Mais uma vez, FALTA Insulina para os diabéticos em Caruaru

De outubro/2011 a janeiro/2012 faltaram insulinas Lantus, Novorapid e Levemir no município de Caruaru-PE, no final de janeiro de 2012, segundo os gerentes da CAF (Farmácia Central do município) o estoque estava regularizado, o que não era verdade, pois 30 dias após o estoque está a ZERO. Não há insulinas disponíveis para os diabéticos, faltam insulinas Lantus, Levemir e Novorapid.

Em 23/fevereiro/2012, paticipei da reunião do Conselho Municial de Saúde de Caruaru, e na ocasião expus o problema da falta desses insumos na cidade, ouvi dasecretária que o problema tava resolvido, porém, apesar da boa conversa, na realidade esse Conselho não funciona, não da forma que deveria funcionar.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

DIABETES CARUARU: audiência com a Promotoria de Justiça de Caruaru - 28/02/2012

Dando sequência ao processo movido pelos associados da ADICA, hoje, 28 de fevereiro de 2012, teremos mais uma audiencia com o Promotor de Justiça de Caruaru, onde trataremos de assuntos relativos ao atendimento ao diabético na saúde municipal.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

American Diabetes Association: padrões e recomendações para os cuidados médicos de pessoas com diabetes.

Em janeiro de cada ano, a American Diabetes Association publica uma revisão dos padrões e recomendações para os cuidados médicos de pessoas com diabetes. Este nosso artigo resume os principais tópicos de terapia farmacológica abordados na publicação Standards of Medical Care in Diabetes – 2012.
Diabetes tipo 1 (DM1) – comentários e recomendações
  • O estudo DCCT demonstrou claramente que a terapia insulínica intensiva (3 ou mais injeções ao dia, infusão contínua de insulina ou bomba de insulina) foi uma parte importante da melhora da glicemia e da obtenção de melhores resultados clínicos.
  • Apesar de promover melhores desfechos microvasculares, a terapia intensiva com insulina esteve associada a uma alta taxa de hipoglicemia grave.
  • Desde a época do estudo DCCT, várias insulinas de ação rápida e análogos de insulina de ação ultrarrápida foram desenvolvidas. O uso desses análogos esteve associado a uma menor frequência de hipoglicemia com manutenção da capacidade de redução da A1C no DM1.
  • Portanto, a terapia recomendada para o DM1 consiste dos seguintes componentes: 1) múltiplas doses de insulina ou terapia de infusão contínua de insulina; 2) ajuste da dose de insulina de acordo com a ingestão de carboidratos, a glicemia pré-prandial e a intensidade da atividade prevista; 3) para muitos pacientes, especialmente se a hipoglicemia for um problema, recomenda-se o uso de análogos de insulina.
Diabetes tipo 2 (DM2) – comentários e recomendações
  • À época do diagnóstico do DM2 deve-se iniciar o tratamento com metformina associada a intervenções no estilo de vida, exceto quando a metformina estiver contraindicada.
  • No DM2 recém-diagnosticado aqueles pacientes bastante sintomáticos ou com elevação considerável da glicemia ou dos níveis de A1C, a terapia insulínica deve ser considerada desde o início do tratamento, associada ou não a outros agentes antidiabéticos.
  • Caso a monoterapia não-insulínica em doses máximas toleradas não consiga atingir ou manter as metas de A1C em 3 a 6 meses, adicionar um segundo agente oral ou um agonista de receptor de GLP1 ou insulina.
  • Sempre que as metas de A1C não forem atingidas a intensificação do tratamento está justificada com a adição de outro agente com um mecanismo de ação distinto do tratamento atual.
  • Dados de literatura sugerem que, no geral, cada nova classe de agentes não-insulínicos adicionada à terapia inicial promove uma redução de 0,9% a 1,1% nos níveis de A1C.
  • A American Diabetes Association (ADA) e a European Association for the Study of Diabetes (EASD) estão desenvolvendo novas diretrizes para a individualização do uso de classes de medicamentos e tipos de combinações em pacientes com DM2.
  • Essas novas diretrizes, que deverão ser publicadas no início de 2012, terão características menos prescritivas do que os algoritmos anteriores e deverão abordar as diversas opções terapêuticas em termos de suas vantagens e desvantagens e, também, de considerações sobre o seu uso adequado.

  • Cirurgia bariátrica – comentários e recomendações
  • A cirurgia bariátrica deve ser considerada para adultos com IMC > 35 kg/m2 e diabetes tipo 2, especialmente se o diabetes e as comorbidades associadas forem de difícil controle através da terapia farmacológica e de estilo de vida.
  • Pacientes com DM2 submetidos à cirurgia bariátrica necessitam suporte de estilo de vida e supervisão médica durante toda a vida.
  • Embora alguns estudos tenham demonstrados benefícios glicêmicos da cirurgia bariátrica em pacientes com DM2 e IMC entre 30 a 35 kg/m2, não há no momento evidência suficiente para uma recomendação genérica deste tipo de cirurgia em pacientes com IMC < 35 mg/m2, exceto em condições experimentais de estudo clínico.
ATENÇÃO
Vários outros tópicos relacionados às recomendações de cuidados para pessoas com diabetes estão incluídos na versão original do Standards of Medical Care in Diabetes – 2012. Por uma questão de limitação de espaço, não temos como abordar todo o conteúdo desse documento. Os interessados em maiores detalhes poderão acessar diretamente o documento original através do link:
http://care.diabetesjournals.org/content/35/Supplement_1/S11.full.pdf+html
Fonte Original: American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes – 2012. Diabetes Care 35 (Suppl 1):S11-S63, 2012.
Fonte link: Diabetes.org